Ação policial interrompe sessão de tortura em Aripuanã
Uma operação da Polícia Militar resultou no resgate de um homem de 30 anos que era mantido em cárcere privado e submetido a sessões de tortura. O crime ocorreu na noite de sexta-feira (5), em um imóvel situado em Aripuanã, município localizado a 976 km de Cuiabá. A ação foi desencadeada após denúncias anônimas sobre atividades ilícitas no local.
A vítima, que estava amarrada, era agredida por dois indivíduos que transmitiam o ato em tempo real por meio de uma videochamada. Durante a transmissão, os criminosos, identificados como membros de uma facção, proferiram ameaças de morte, afirmando que o homem não sairia do local com vida.
Operação Tolerância Zero e o resgate no cativeiro
O resgate foi viabilizado pela Operação Tolerância Zero. As autoridades foram informadas de que uma pessoa estava sendo mantida contra a vontade em uma estrutura conhecida como Boate Links, situada em frente à Igreja Cristã do Brasil. Ao chegarem ao local, os agentes confirmaram a veracidade das informações e encontraram a vítima com sinais claros de agressão física.
Os dois suspeitos presentes no imóvel foram detidos em flagrante. Segundo o relato policial, os agressores ofereceram resistência à abordagem, sendo necessário o uso de força progressiva e o apoio de equipes adicionais para garantir a segurança da vítima e a efetivação das prisões.
Evidências e desdobramentos da investigação
Durante a revista no local, os policiais apreenderam diversos itens que comprovam o envolvimento dos detidos com atividades criminosas. Entre os materiais recolhidos estão porções de maconha, substância análoga à cocaína, um alicate, um canivete utilizado nas agressões e três aparelhos celulares, que passarão por perícia para identificar outros possíveis envolvidos na rede criminosa.
Após a prisão, os suspeitos foram encaminhados ao quartel da Polícia Militar para o registro da ocorrência e, posteriormente, levados ao Hospital Municipal de Aripuanã para atendimento médico devido a escoriações sofridas durante a resistência à prisão. O caso foi formalmente transferido para a Polícia Civil, que dará continuidade às investigações para apurar a motivação do crime e a extensão da atuação da facção na região.
Fonte: reportermt.com

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