O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), pré-candidato à Presidência, reuniu-se com a líder da oposição venezuelana, María Corina Machado, nesta quarta-feira, 11. O encontro ocorreu no Chile, durante a cerimônia de posse do novo presidente chileno, José Antonio Kast. A informação foi originalmente publicada pela Revista Oeste.
O parlamentar brasileiro divulgou em suas redes sociais um vídeo do momento. Na gravação, Bolsonaro parabeniza Corina Machado pela conquista do Prêmio Nobel da Paz de 2025. “Corina é sempre uma inspiração para nós, que lutamos contra os retrocessos e o autoritarismo das esquerdas”, afirmou o senador, concluindo com “Viva a liberdade!”.
Ainda durante o evento, Flávio Bolsonaro criticou a ausência do presidente Luiz Inácio Lula da Silva na posse de Kast, que é um líder de direita. O senador classificou a postura de Lula como “muito pequena”, alegando que ele “não consegue conviver com pessoas que pensam diferente dele”.
O pré-candidato à Presidência ressaltou a importância do Chile como um parceiro comercial vital para o Brasil, especialmente como uma possível saída para o Oceano Pacífico por meio do corredor bioceânico. “Ele deixa de defender os interesses dos brasileiros e coloca uma questão pessoal, uma birra, um rancor em primeiro lugar”, declarou Flávio Bolsonaro sobre Lula.
María Corina Machado, por sua vez, ainda não retornou à Venezuela. Desde a captura de Nicolás Maduro por Donald Trump no começo do ano, a líder venezuelana tem buscado apoio de Washington para sua reinserção na nova realidade política do país latino-americano.
Apesar dos esforços, María Corina não obteve garantias do presidente dos Estados Unidos. Em janeiro, após a captura de Maduro, ela entregou a medalha do Nobel da Paz a Trump, que havia demonstrado repetidas vezes seu desejo pelo prêmio. Contudo, o presidente norte-americano tem se mostrado cada vez mais satisfeito com Delcy Rodríguez, a presidente interina da Venezuela.
Delcy Rodríguez, ex-vice-presidente de Maduro, assumiu o cargo e tem feito diversas sinalizações positivas aos interesses dos EUA. Entre elas, destaca-se a abertura do setor petrolífero venezuelano para empresas norte-americanas.
Diante deste cenário, e mesmo com a aprovação de uma lei de anistia para presos políticos na Venezuela, María Corina Machado decidiu não retornar ao seu país.
Fonte: https://revistaoeste.com

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