A Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) recebeu uma pasta digital de 1,08 gigabyte da Polícia Federal (PF). O material contém informações da perícia realizada nos celulares do banqueiro Daniel Vorcaro, conforme noticiado pelo portal Poder360.
Do volume total encaminhado, 221 arquivos estão diretamente vinculados ao banqueiro, somando 329,3 megabytes. Estes arquivos incluem imagens, mensagens, registros de contatos e documentos extraídos dos dispositivos analisados.
Agentes federais haviam recolhido sete celulares de Vorcaro nas duas primeiras etapas da Operação Compliance Zero.
O acervo disponibilizado abrange diversos tipos de registros. Foram identificados 47 arquivos no formato “.vcf”, usados para armazenar contatos telefônicos. A pasta também contém 19 capturas de tela de conversas com números de telefone visíveis, uma fotografia de um cartão de visita e duas imagens de números de telefone escritos em papel.
Os peritos também localizaram 13 prints de telas de celulares com números de contato, três imagens de bate-papos simultâneos no WhatsApp e duas fotos de aparelhos exibindo registros de agenda.
Análise Técnica e Distribuição dos Arquivos
A análise técnica dos dados foi conduzida por meio do software Indexador e Processador de Evidências Digitais (IPED), ferramenta utilizada em investigações para organizar e examinar grandes volumes de dados de dispositivos eletrônicos.
Dentro do conjunto enviado à CPMI, 1,2 megabyte corresponde ao relatório técnico que serve como índice da perícia. Este documento, em formato HTML, organiza os conteúdos encontrados nos dispositivos e facilita a navegação pelos registros coletados.
Os arquivos brutos associados a Vorcaro, denominados “exportados” na pasta, totalizam 221 itens e ocupam 329,3 megabytes. A maior parte do material, cerca de 750 megabytes, é composta por arquivos gerados automaticamente pelo próprio IPED, como bases de dados internas, logs de funcionamento e componentes do sistema.
As informações referentes ao empresário estão distribuídas em 16 pastas principais. Cada uma delas possui, em média, entre oito e 15 subpastas.
Esses diretórios seguem uma sequência de identificação numérica de 1 a 9 e, posteriormente, uma ordem alfabética de A a F. A presença de lacunas nessa sequência, com a falta de certos números ou letras, impede a afirmação de que o conteúdo compartilhado com a CPMI represente a totalidade do material extraído dos celulares periciados.
Fonte: https://revistaoeste.com

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