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Jayme Campos diz que, se eleito, vai cobrar suposta dívida bilionária de empresário do agro em MT

Jayme Campos diz que, se eleito, vai cobrar suposta dívida bilionária de empresário do agro em MT
  • Publishedjaneiro 26, 2026

Senador afirma que recursos do Fethab poderiam bancar RGA dos servidores

O senador Jayme Campos (União Brasil), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, afirmou que pretende cobrar uma suposta dívida de R$ 2 bilhões ligada ao Fundo Estadual de Transporte e Habitação (Fethab) do ex-ministro, ex-senador e ex-governador Blairo Maggi (PP), um dos maiores empresários do agronegócio no estado. A declaração foi dada durante entrevista recente.

Segundo Jayme, caso seja eleito, buscará reverter decisões judiciais que, de acordo com ele, hoje impediriam a cobrança. O senador declarou que o valor, se recuperado, poderia ser destinado ao pagamento da Revisão Geral Anual (RGA) de 19,58% dos servidores públicos estaduais.

“Existe essa dívida do Fethab, que gira em torno de R$ 2 bilhões. Se eu for governador, vou atrás dessa liminar e esse recurso será usado para pagar a reposição dos servidores”, disse o parlamentar.

O que é o Fethab

Criado em 2000, na gestão do então governador Dante de Oliveira, o Fethab é um fundo estadual voltado ao financiamento de obras de infraestrutura de transporte e programas habitacionais. A cobrança incide sobre determinadas cadeias produtivas, especialmente do agronegócio e da extração de recursos naturais, como soja, milho, algodão, pecuária bovina, madeira e minérios.

O recolhimento é feito por produtores, frigoríficos, cooperativas, tradings e indústrias, geralmente no momento da comercialização, transporte ou abate. Pela legislação, os recursos devem ser aplicados principalmente em rodovias estaduais e projetos de habitação de interesse social. Parte significativa dos valores é direcionada à Secretaria de Estado de Infraestrutura (Sinfra).

Outras dívidas

Jayme Campos também afirmou que outros empresários teriam débitos com o Estado, mencionando o número de 51 supostos devedores, mas sem divulgar nomes. Ele fez referência a encontros de empresários e lideranças políticas realizados em Balneário Camboriú (SC), criticando o que chamou de privilégios e falta de pagamento de obrigações fiscais.

“Não é só um. Tem outros grandes empresários que também devem. Precisamos acabar com esse tipo de situação”, declarou.

Até o momento, Blairo Maggi não havia se manifestado publicamente sobre as declarações.

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