Foto: Divulgação
O presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MT), conselheiro Sérgio Ricardo, determinou a abertura de uma tomada de contas especial para investigar a execução de uma “emenda Pix”, no valor de R$ 26,5 milhões, enviada pelo senador licenciado e atual ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD), ao município de Jangada, em 2023.
Os recursos foram destinados a obras de pavimentação e recuperação de vias urbanas na cidade.
Segundo o despacho do conselheiro, a investigação busca verificar transparência, rastreabilidade e regularidade da aplicação do dinheiro federal, especialmente na contratação das empresas Aliança Construtora e Miloca Locação, responsáveis pelos serviços.
A medida foi tomada com base em relatório preliminar da Secretaria de Controle Externo do TCE, que apontou uma série de falhas:
- Problemas construtivos e orçamentários;
- Despesas acima dos preços de mercado;
- Pagamentos por quantidades maiores do que as executadas;
- Uso de materiais de qualidade inferior à contratada;
- Indícios de superfaturamento e enriquecimento ilícito.
A fiscalização também atende determinação do ministro do Supremo Tribunal Federal, Flávio Dino, que ordenou auditorias em emendas federais transferidas via Pix a municípios de pequeno porte.
O prefeito de Jangada, Rogério Meira (PSD), já foi notificado formalmente sobre a abertura da tomada de contas especial.
Os contratos investigados
O relatório do TCE detalha três contratos firmados com recursos da emenda:
1. Primeiro contrato
- Previsto: R$ 3,2 milhões
- Pago: R$ 3,8 milhões
- Acréscimo: R$ 613,9 mil
- Empresa: Aliança Construtora
2. Segundo contrato – Bairro Altos da Jangada
- Previsto: R$ 9,1 milhões
- Pago: R$ 11,4 milhões
- Acréscimo: R$ 2,2 milhões
- Empresa: Aliança Construtora
3. Terceiro contrato – comunidades rurais
Comunidades: Ribeirão Abaixo, Ponte Velha e Mato Grosso Abaixo
- Previsto: R$ 9,4 milhões
- Pago: R$ 11,2 milhões
- Acréscimo: R$ 1,7 milhão
- Empresa: Miloca Locação
Ao todo, os acréscimos somam mais de R$ 4,5 milhões além do que havia sido contratado inicialmente.
A investigação deve apontar os responsáveis por eventuais irregularidades e determinar a devolução de valores aos cofres públicos, caso sejam confirmadas as suspeitas.
Via: MidiaNews

Deixe um comentário