Ação contra o Comando Vermelho mobilizou 2,5 mil agentes; quatro policiais estão entre as vítimas
Foto: José Lucena/Thenews2/Agência O Globo
Pelo menos 130 pessoas morreram, incluindo quatro policiais, durante uma megaoperação realizada nesta terça-feira (28) contra o Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro. Segundo o governo estadual, esta é a operação mais letal da história do estado.
O número inclui 72 corpos retirados entre a madrugada e a manhã desta quarta-feira (29) de uma área de mata conhecida como Vacaria, na Serra da Misericórdia, e levados até a Praça São Lucas, no Complexo da Penha. As forças de segurança ainda farão perícia para confirmar a relação entre essas mortes e a operação.
Na manhã desta quarta, o governador Cláudio Castro (PL) confirmou oficialmente 58 mortos, sendo 54 suspeitos e quatro agentes de segurança — dois policiais civis e dois militares.
A operação, que faz parte da Operação Contenção, mobilizou 2,5 mil agentes e tinha como meta capturar cerca de 100 integrantes da facção. Até o último balanço, 81 pessoas foram presas e as forças apreenderam 93 fuzis, pistolas, granadas e mais de 500 quilos de drogas.
O confronto começou na madrugada, quando traficantes reagiram à chegada das equipes, montando barricadas e trocando tiros com os agentes. Ao longo do dia, o tráfico promoveu represálias em diferentes pontos da cidade, bloqueando vias como a Linha Amarela, Grajaú-Jacarepaguá e Rua Dias da Cruz, no Méier. Drones também foram usados para lançar bombas contra os policiais.
As vítimas entre as forças de segurança foram os policiais civis Marcus Vinícius Cardoso de Carvalho, de 51 anos, conhecido como Máskara, chefe de investigação da 53ª DP (Mesquita), e Rodrigo Velloso Cabral, de 34 anos, da 39ª DP (Pavuna); além dos policiais militares Cleiton Serafim Gonçalves e Heber Carvalho da Fonseca, ambos do Bope.
Via: Pleno News

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