Juíza determina leilão de fazenda de Júlio Campos para quitar dívida de campanha de 1998

Juíza determina leilão de fazenda de Júlio Campos para quitar dívida de campanha de 1998

Foto: Victor Ostetti/MidiaNews

A juíza Sinii Savana Bosse Saboia Ribeiro, da 10ª Vara Cível de Cuiabá, determinou o leilão de 50% da Fazenda São José do Piquiri, localizada na região do Pantanal, pertencente ao deputado estadual Júlio Campos (União). O imóvel foi avaliado em R$ 30 milhões.

A decisão tem como objetivo garantir o pagamento de uma dívida milionária com a Carretel Filmes Ltda, empresa que prestou serviços à campanha eleitoral de Júlio em 1998, quando ele concorreu ao Governo de Mato Grosso contra Dante de Oliveira.

Segundo o processo, a produtora foi contratada para produzir o material de campanha, mas o pagamento não foi feito. O valor inicial da dívida era de pouco mais de R$ 97 mil, mas, após correções e juros acumulados ao longo dos anos, ultrapassou R$ 3,2 milhões em 2022.

Leilão e cessão de crédito

A magistrada homologou a avaliação do próprio Júlio Campos sobre a fazenda, que possui 8,3 mil hectares, e ordenou o leilão judicial de metade da propriedade, correspondente à cota-parte do parlamentar.

O crédito original da Carretel Filmes foi cedido parcialmente a outras quatro empresas: Artimonte Filmes Ltda (40%), Constelação Filmes Ltda (40%), Brotto Sociedade Individual de Advocacia (10%) e Moro Conque Sociedade Individual de Advocacia (10%). Todas tiveram a legitimidade reconhecida para continuar a execução do débito.

Defesa rejeitada

Júlio Campos tentou anular parte dos atos do processo, alegando que a Carretel Filmes teria perdido legitimidade após ceder o crédito, o que invalidaria o leilão. A juíza rejeitou o argumento, afirmando que não houve qualquer prejuízo ao parlamentar.

“Rejeito o pedido de suspensão dos autos e de declaração de nulidade dos atos processuais praticados pela Carretel Filmes Ltda após a cessão do crédito. Mantenho o determinado e que cumpra-se conforme disposto”, decidiu a magistrada.

Com isso, o processo segue para o setor responsável pela execução do leilão judicial.

VIA MIDIANEWS

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