Primeira-dama voltou a pedir punições mais duras para feminicidas; MT é o estado que mais matou mulheres no país
Foto: Reprodução / DO MIDIANEWS
A primeira-dama de Mato Grosso, Virginia Mendes (União), voltou a defender, na noite desta quarta-feira (8), a adoção de leis mais rígidas — incluindo a pena de morte — para homens condenados por feminicídio.
A declaração foi feita durante o lançamento da programação do Dia das Crianças, na Arena Pantanal, em Cuiabá.
“Eu defendo pena de morte para quem matou, mas o Brasil é muito complicado. As leis mais severas não acontecem. São leis retrógradas, antigas. A gente precisa mudar isso”, afirmou Virginia.
Apesar da defesa, ela reconheceu que a Constituição Federal proíbe a pena de morte em crimes comuns.
Segundo a primeira-dama, a mudança precisa partir do Congresso Nacional e do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
“Isso tem que ser em Brasília. Não depende do governador, do prefeito, nem de nós. Tem que ser com deputados e senadores”, completou.
“É preciso exigir isso do presidente Lula, porque são mulheres morrendo. O presidente precisa olhar para isso, afinal, ele governa para o Brasil. Só ele pode fazer com que isso mude”, acrescentou.
📊 Mato Grosso lidera o ranking nacional de feminicídios, com o maior número de mulheres assassinadas no país em 2024. Apenas nos nove primeiros meses de 2025, já foram 40 vítimas.
Virginia, que é cotada para disputar uma vaga de deputada federal pelo União Brasil, reforçou que continuará defendendo mudanças nas leis para endurecer as punições contra agressores de mulheres.

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