PT critica ofensiva dos EUA e demonstra apoio a Maduro

PT critica ofensiva dos EUA e demonstra apoio a Maduro

Partido de Lula emite nota contra movimentações militares norte-americanas no Caribe

DO PLENO NEWS | Foto: EFE/Andre Borges

O Partido dos Trabalhadores (PT) divulgou uma nota neste fim de semana condenando as ações militares dos Estados Unidos contra a Venezuela e defendendo a soberania do regime de Nicolás Maduro.

O documento, assinado pelo senador Humberto Costa (PT-PE), secretário nacional de Relações Internacionais do partido, critica o envio de mais embarcações militares norte-americanas para o Mar do Caribe, determinado pelo presidente Donald Trump. Segundo Washington, a operação busca combater cartéis de drogas e facções ligadas ao narcotráfico na região.

– Não aceitamos ameaças, nem tampouco atos violentos contra a Venezuela. Nossa região quer permanecer um exemplo ao mundo de convivência pacífica e cooperação, baseada no diálogo respeitoso, conforme previsto no direito internacional e na Carta das Nações Unidas – destacou o comunicado.

Embora tenha classificado as medidas dos EUA como “intervenções autoritárias”, o PT não fez críticas ao regime de Maduro, considerado ditatorial por diversos países e organismos internacionais.

EUA intensificam presença militar

No sábado (30), um navio de guerra norte-americano, equipado para ataques de longo alcance, chegou ao Canal do Panamá para se somar a outras sete embarcações já posicionadas na região. Ao todo, 4,5 mil militares e um submarino nuclear participam da operação.

De acordo com a Casa Branca, o objetivo é desmantelar cartéis de drogas e grupos classificados como terroristas. O governo Trump acusa Maduro de chefiar uma rede criminosa de narcotráfico e oferece recompensa de US$ 50 milhões (cerca de R$ 271 milhões) por sua captura.

Reação em Caracas

Em resposta, o regime venezuelano intensificou o patrulhamento na fronteira com a Colômbia, mobilizou tropas e convocou apoiadores para integrar milícias ligadas ao governo. Maduro também tem visitado bases militares para tentar reforçar seu discurso de resistência contra Washington.

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