Tomate industrial brasileiro entra no mapa de risco climático do governo

Tomate industrial brasileiro entra no mapa de risco climático do governo

Foto: Alice Nagata / Embrapa

O Ministério da Agricultura e Pecuária oficializou a inclusão do tomate destinado ao processamento industrial irrigado no âmbito do Programa Nacional de Zoneamento Agrícola de Risco Climático. A medida, formalizada por meio de portaria publicada no Diário Oficial da União, mapeia os períodos mais adequados para o cultivo em diversos municípios brasileiros, antecipando vulnerabilidades ligadas a adversidades meteorológicas.

Com essa ferramenta, o setor produtivo ganha suporte técnico para o planejamento das safras, enquanto instituições financeiras e companhias de seguros dispõem de critérios padronizados para mitigar riscos de crédito e operacionais. O foco exclusivo no sistema irrigado reflete a alta padronização tecnológica adotada por essa vertente da cadeia produtiva nacional.

Padronização técnica e homogeneidade do cultivo

A decisão de priorizar o segmento industrial decorre da uniformidade em seus métodos de manejo em comparação ao tomate voltado para o consumo fresco. Enquanto as lavouras de mesa exibem grande diversidade de práticas agrícolas, a produção industrial segue um padrão concentrado em cultivares híbridas, irrigação intensiva e colheita mecanizada.

Essa consistência permitiu a consolidação de diretrizes unificadas pelo estudo técnico. Já as plantações voltadas ao mercado in natura continuam submetidas às normativas convencionais do crédito rural aplicadas a culturas sem zoneamento específico estruturado.

Mitigação de impactos climáticos na produção

Apesar da alta previsibilidade proporcionada pelo uso de sistemas de irrigação por aspersão mecanizada, as lavouras ainda enfrentam ameaças significativas decorrentes de variações drásticas de temperatura e precipitações excessivas. Tais intempéries afetam diretamente tanto o volume colhido quanto os padrões de qualidade exigidos pelas agroindústrias.

Para contornar esses gargalos, a elaboração da portaria envolveu esforços conjuntos da rede de pesquisa agropecuária, instituições acadêmicas e representantes do setor produtivo privado, assegurando diretrizes alinhadas à realidade do campo.

Relevância econômica da agroindústria tomateira

O mercado de industrialização de tomate representa um pilar fundamental para a economia agrícola do país, destinando-se à fabricação de molhos, extratos e polpas. O Brasil figura atualmente entre os principais produtores mundiais da oleaginosa, mantendo volumes expressivos de safra voltados exclusivamente para a transformação fabril.

A introdução de diretrizes oficiais de risco visa proteger essa cadeia produtiva contra oscilações severas, garantindo a regularidade no abastecimento de matérias-primas e a sustentabilidade econômica dos investimentos aplicados no setor.

Para conferir a íntegra da normativa oficial e os detalhes técnicos publicados, acesse a Portaria nº 378 no portal oficial da imprensa nacional.

Fonte: leiagora.com.br

Sair da versão mobile