Gaeco cumpre mandado e apreende celular de vereador internado em hospital

Gaeco cumpre mandado e apreende celular de vereador internado em hospital

Reprodução / reportermt.com

A Justiça autorizou o cumprimento de mandado de busca e apreensão contra o vereador Kleberton Feitoza Eustáquio no Hospital Municipal de Cuiabá, onde ele estava internado após sofrer queimaduras graves. O pedido do Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado teve como objetivo apreender o aparelho celular do parlamentar, alvo de uma operação deflagrada para investigar parlamentares por um esquema de corrupção.

Kleberton sofreu queimaduras de terceiro grau em cerca de trinta e cinco por cento do corpo após um acidente doméstico com um disco de arado, utilizado no preparo de alimentos, na região do Lago do Manso. Ele foi posteriormente encaminhado ao Centro de Tratamento de Queimados da unidade hospitalar.

Investigação e suposta chantagem

Na investigação conduzida pelos órgãos competentes, o parlamentar é citado por uma testemunha como aliado do presidente da câmara. Segundo o relato colhido pelas autoridades, o grupo possuiria um acervo de vídeos de vereadores recebendo dinheiro para manter apoio político.

O relatório também atribui a Kleberton supostas ameaças a uma vereadora. Os investigadores localizaram um boletim de ocorrência no qual a parlamentar relatou ter sido chantageada com a promessa de divulgação de vídeos e informações comprometitoras.

Operação cathedra venalis e atuação do ministério público

A operação deflagrada mobilizou centenas de policiais para o cumprimento de dezenas de mandados de busca e apreensão em municípios do estado. A apuração principal investiga suspeitas de corrupção e a atuação de uma organização criminosa envolvendo a Mesa Diretora da Câmara Municipal.

Entre os investigados estão dezenas de parlamentares do município e também da capital. O esquema investigado incluiria o uso de pagamentos ilícitos para garantir a reeleição da presidência da câmara legislativa local.

Decisão judicial e cumprimento da ordem no hospital

A autorização para a diligência na unidade de saúde foi concedida por um magistrado do núcleo de justiça, que atendeu a um pedido de complementação apresentado pelo órgão fiscalizador. Os investigadores apontaram a alta probabilidade de permanência do investigado no local e o risco de uso do aparelho telefônico.

Ao acolher o pedido, a decisão determinou a expedição de um novo mandado específico para o ambiente hospitalar. O documento também autorizou a extração de dados de celulares e outras mídias eletrônicas, incluindo conversas, registros e arquivos digitais. A defesa do investigado confirmou posteriormente que a ordem foi cumprida com a apreensão de bens.

Fonte: reportermt.com

Sair da versão mobile