Um acordo de colaboração premiada, formalizado entre o Ministério Público Federal (MPF) e a médica Suzana Aparecida Rodrigues dos Santos Palma, não inclui o ressarcimento por danos materiais. Suzana Palma atuou como ex-diretora financeira da Unimed Cuiabá durante a gestão 2019–2023, e o pacto está inserido no contexto da Operação Bilanz.
Conforme a proposta apresentada pelo MPF, o acerto entre as partes estabelece que ele "não enseja quitação de eventual dano material causado pela colaboradora". Dessa forma, não há previsão de que a ex-gestora seja responsabilizada financeiramente por prejuízos decorrentes de sua conduta.
A homologação do acordo ocorreu em 10 de março, sob a análise do juiz federal Jeferson Schneider, que atua na 5ª Vara Federal Criminal de Mato Grosso.
A Operação Bilanz investiga um rombo financeiro avaliado em aproximadamente R$ 400 milhões na cooperativa de saúde. Além disso, a apuração foca em possíveis fraudes contábeis que teriam sido praticadas durante o período da gestão presidida por Rubens de Oliveira Junior.
O objetivo central do acordo é a "colaboração da colaboradora na elucidação dos fatos em apuração para os quais concorreu, e dos que tenham relação direta com os fatos investigados". Em troca de sua cooperação, Suzana Palma poderá receber benefícios como a redução de pena, concessão de perdão judicial ou diminuição de multa.
Para cumprir sua parte no pacto, Suzana se comprometeu a fornecer todas as informações e provas de que dispõe sobre as irregularidades apuradas, incluindo a identificação de outros participantes.
Fonte: https://www.midianews.com.br

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