Mato Grosso vivenciou 21 anos da ditadura militar, um período que se estendeu de 1964 a 1985, caracterizado por intensa vigilância política e uma acelerada expansão territorial. Segundo informações publicadas pelo MidiaNews, o regime se manifestou de maneira particular no estado.
Enquanto agentes monitoravam estudantes e professores dentro da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT), o governo incentivava a colonização do interior. Relatórios de inteligência do Serviço Nacional de Informações (SNI) confirmam infiltrações em ambientes universitários.
Projetos de ocupação territorial e a abertura de novas estradas transformaram a economia do estado. No entanto, essas iniciativas frequentemente resultaram em conflitos com posseiros e povos indígenas, acarretando diversas perdas de vidas.
A imprensa da época, em sua maioria, alinhava-se ao regime, o que era reflexo de um pacote de investimentos que impulsionou o desenvolvimento regional naquele período.
Conforme Vinicius de Carvalho, doutor em História e analista político, a forma como a ditadura foi experimentada em Mato Grosso possuía características próprias, distintas das observadas em centros como São Paulo e Rio de Janeiro.
Em entrevista ao MidiaNews, Carvalho explicou: “A ditadura foi menos sentida nos grandes centros como Cuiabá, Rondonópolis e Cáceres. Ela foi muito mais percebida no interior do Estado, especialmente na zona rural”.
Fonte: https://www.midianews.com.br

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