CGU avalia provas do Banco Central sobre servidores ligados ao Caso Master

Início » CGU avalia provas do Banco Central sobre servidores ligados ao Caso Master
CGU avalia provas do Banco Central sobre servidores ligados ao Caso Master

A Controladoria-Geral da União (CGU) iniciou a análise de documentos encaminhados pelo Banco Central (BC) que envolvem dois servidores afastados, sob suspeita de participação no Caso Master. O material, recebido na terça-feira, dia 10, passa por verificação técnica de admissibilidade, conforme informações da Revista Oeste.

O órgão de controle instaurou um inquérito preliminar, cujo prazo para conclusão é de até 180 dias. Caso sejam identificados indícios de irregularidades, a administração pública poderá iniciar um Processo Administrativo Disciplinar (PAD). Se as suspeitas forem comprovadas, os funcionários podem ser demitidos.

Desdobramentos para o Banco Master

Adicionalmente, há a possibilidade de abertura de um Processo Administrativo de Responsabilização (PAR) focado no Banco Master, de Daniel Vorcaro. Este processo buscaria determinar se a instituição financeira cometeu atos de corrupção envolvendo agentes públicos. Nesse cenário, o banco poderia ser obrigado a ressarcir eventuais prejuízos aos cofres públicos.

Recentemente, o Banco Central finalizou sua própria sindicância interna. Os resultados desta investigação subsidiaram a Polícia Federal na terceira etapa da Operação Compliance Zero, que culminou na nova prisão de Daniel Vorcaro. O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF), referiu-se aos servidores do BC como "uma espécie de consultores privados de Daniel Vorcaro".

Envolvimento dos servidores sob investigação

As apurações apontam para a suposta atuação de Paulo Sérgio Neves de Souza e Belline Santana. Eles são investigados por, alegadamente, orientar o Banco Master em procedimentos regulatórios, revisar documentos, vazar informações estratégicas e utilizar sua influência para agilizar decisões internas. Ademais, há suspeita de que recebiam propina por meio de contratos simulados.

Paulo Sérgio Neves de Souza ocupava o cargo de diretor de Fiscalização (Difis), área responsável por supervisionar as instituições financeiras do país. Já Belline Santana liderava o Departamento de Supervisão Bancária (Desup), setor que monitora aspectos como capital, liquidez e práticas de gestão bancária.

As investigações detalham que os servidores, supostamente, ofereciam orientação estratégica sobre processos administrativos e regulatórios do BC relacionados ao Master, revisavam e sugeriam alterações em documentos enviados pela instituição financeira ao Banco Central, e vazavam informações para que Daniel Vorcaro pudesse antecipar-se a possíveis ações do BC. Eles também teriam usado sua influência para favorecer o Master na análise de processos e na superação de dificuldades regulatórias, recebendo vantagens indevidas, como propina, por meio de pagamentos de terceiros ou contratos forjados.

Fonte: https://revistaoeste.com

Deixe um comentário

Your email address will not be published.