O Sindicato Rural de Poconé, através de um documento assinado por seu presidente, articulou a posição dos pantaneiros, defendendo a importância de que sejam escutados nos estudos que abordam o bioma. Segundo informações contidas no documento, diversas organizações, como ONGs, grupos de trabalho específicos e instituições universitárias do Brasil e do exterior, estão conduzindo pesquisas sobre o Pantanal.
A entidade enfatiza que os pantaneiros não se opõem à realização desses estudos, mas reivindicam que a sua experiência e conhecimento sejam considerados. Eles argumentam que habitam e convivem com o ambiente pantaneiro há mais de 300 anos, acumulando um aprendizado significativo, inclusive através de períodos de sofrimento e crises econômicas. A comunidade vê o Pantanal como seu lar de origem.
No contexto econômico, os pantaneiros afirmam que a criação extensiva de gado é uma atividade que não causa destruição ao bioma. Contudo, apesar do vasto conhecimento local nessa área, eles se sentem negligenciados pelos governos e entidades ambientais. O gado criado na região enfrenta dificuldades de competitividade no mercado estadual e os produtores têm sido excluídos de financiamentos voltados para o setor.
O documento também aponta que as leis ambientais, por vezes, parecem desconsiderar a realidade dos pantaneiros, tratando-os como responsáveis pela destruição do Pantanal. Em relação aos incêndios, a comunidade ressalta que o gado desempenha um papel vital no combate às chamas, ao consumir a vegetação seca que se acumula e que, sem controle, pode servir de combustível para grandes incêndios.
Fonte: https://www.midianews.com.br

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