PP e União Brasil condicionam eventual apoio a Flávio Bolsonaro

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PP e União Brasil condicionam eventual apoio a Flávio Bolsonaro

O presidente do Progressistas (PP), senador Ciro Nogueira (PI), declarou nesta quarta-feira, 11, em Brasília, que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado como pré-candidato à Presidência da República, precisará comprovar que não governará "para a bolha". Essa demonstração é uma condição para receber o eventual apoio da federação que será formada entre PP e União Brasil, conforme informações publicadas pela Revista Oeste.

De acordo com Ciro Nogueira, a decisão da federação dependerá da capacidade de Flávio Bolsonaro de apresentar um projeto político que consiga dialogar com os diversos setores da nação. Durante o evento na capital federal, o senador afirmou: “O senador Flávio é um querido amigo meu e do Rueda, mas vai depender muito mais dele demonstrar que vem para unificar o país”.

O líder do PP ressaltou que o pré-candidato do Partido Liberal deverá adotar uma abordagem distinta das práticas atuais. Nogueira foi enfático: “Ele não pode ser um novo Luiz Inácio Lula da Silva, que vai governar apenas para a bolha dele. Tem que ser uma pessoa que vai governar para o país”.

Atualmente, Flávio Bolsonaro tem figurado na disputa pela liderança das pesquisas de intenção de voto, ao lado de Lula. Contudo, ele ainda não recebeu um anúncio público de apoio de nenhuma legenda além do seu próprio partido, o PL.

Anteriormente, partidos como PP, União Brasil, Republicanos e Partido Social Democrático (PSD) chegaram a articular uma possível candidatura presidencial do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos). Esse plano, porém, foi descartado após o ex-presidente Jair Bolsonaro optar por lançar seu filho na disputa, sem endossar a estratégia inicial.

As legendas envolvidas não descartam apoiar Flávio Bolsonaro, mas continuam em negociações internas para definir sua adesão ao projeto presidencial do PL. Ciro Nogueira estimou que a decisão final deverá ocorrer até o período das convenções partidárias, previstas para agosto. “Vamos ter até as convenções, que são em agosto, para fazer essa avaliação. Não é o mais importante para a gente essa questão de vice. É muito mais importante alguém que venha construir um projeto para o nosso país e que possa nos levar à vitória do que apenas fazer parte de uma chapa majoritária”, declarou.

Em outra frente, Ciro Nogueira expressou sua convicção de que a futura federação não apoiará o atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva. “Não vamos estar, pelo menos é a minha visão, com o atual presidente. Isso já é um ponto pacífico para todos nós”, afirmou. No mesmo evento, Antonio Rueda, presidente do União Brasil, destacou que o principal objetivo das legendas é consolidar acordos para garantir uma bancada parlamentar expressiva no Congresso Nacional.

Fonte: https://revistaoeste.com

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