Uma aula aberta realizada nesta segunda-feira, 9, na Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP), promoveu palestras da parlamentar do Psol Erika Hilton e de Rawa Alsagheer, coordenadora do grupo Samidoun. A entidade Samidoun é proibida na Alemanha por acusações de antissemitismo e é classificada como terrorista por Estados Unidos, Canadá e Israel.
O evento, organizado pelo Núcleo de Gênero do curso de Psicologia e divulgado pelo Núcleo de Relações Gênero e Psicologia: Latinidades Insurgentes, debateu temas como a proteção à vida das mulheres, o combate ao imperialismo, a democracia, a soberania e o fim da escala 6×1.
Rawa Alsagheer, cineasta e ativista política palestina nascida na Síria, é a coordenadora do Samidoun, uma rede internacional de apoio a prisioneiros palestinos. Ela também atua em movimentos dedicados à causa palestina e à “defesa das mulheres”.
Acusações contra o Samidoun
Autoridades de diversos países acusam o Samidoun de antissemitismo, de ter laços com o Hamas e de praticar atividades terroristas.
Em novembro de 2023, a ministra do Interior da Alemanha, Nancy Faeser, declarou que o “Samidoun também apoiou e glorificou várias organizações terroristas estrangeiras”.
Em outubro de 2024, tanto os Estados Unidos quanto o Canadá incluíram o Samidoun em suas listas de organizações terroristas. O Escritório de Controle de Ativos Estrangeiros (Ofac) dos EUA classificou o grupo como uma fachada internacional para captação de recursos destinados à Frente Popular para a Libertação da Palestina (FPLP).
Previamente, em 2021, o governo de Israel já havia designado o Samidoun como organização terrorista. Essa decisão foi tomada após a recomendação do Shin Bet, agência de segurança do país, que alegou que o grupo opera em nome da FPLP fora do território israelense.
Outros participantes do evento
Além de Rawa Alsagheer e Erika Hilton — responsável pela PEC pelo fim da escala 6×1 — o evento contou com a participação de outras personalidades. Estiveram presentes a professora Myrt Cruz, da PUC-SP; Maria Fernanda Marcelino, militante da Marcha Mundial das Mulheres e integrante da Sempreviva Organização Feminista; e Paola Alves de Souza, doutora em psicologia pela USP.
Paola Alves de Souza é a autora da tese “A gilete do discurso não cabe na boca das travestis: Uma arqueogenealogia da retina cisgênero que fabrica tumbas”, uma pesquisa que recebeu financiamento do CNPq. Conforme o resumo, o trabalho analisa como “os discursos cisnormativos historicamente aprisionaram os corpos trans em regimes de estigma e controle” e investiga a maneira pela qual a “retina cisgênero” constrói imagens que associam esses corpos à violência, à doença e à prostituição.
Fonte: https://revistaoeste.com

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