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Requerimento foi protocolado no Congresso nesta terça-feira (3) e será analisado por Davi Alcolumbre
Foi protocolado no Congresso Nacional, nesta terça-feira (3), o requerimento para criação de uma Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) destinada a investigar fraudes bilionárias envolvendo o Banco Master. A proposta reúne 280 assinaturas — sendo 238 de deputados federais e 42 de senadores. O autor do pedido é o deputado federal Carlos Jordy (PL-RJ).
Da bancada de Mato Grosso na Câmara Federal, assinaram o requerimento os deputados Coronel Assis (União), Coronel Fernanda (PL), Gisela Simona (União), José Medeiros (PL), Juarez Costa (MDB), Nelson Barbudo (PL) e Rodrigo da Zaeli.
Entre os parlamentares do Estado, apenas o deputado federal Emanuelzinho (MDB) não aderiu ao pedido. Ele afirma que a proposta se trata de uma “CPMI dos deputados de extrema direita” e tem defendido apoio a outro requerimento de CPMI sobre o mesmo tema, apresentado pela deputada federal esquerdista Heloísa Helena (Rede-RJ).
No Senado, os mato-grossenses Jayme Campos (União) e Wellington Fagundes (PL) também assinaram o requerimento. Já a assinatura do suplente José Lacerda (PSD) não foi contabilizada, pois ele está deixando a cadeira para que a suplente Margareth Buzetti (PSD) reassuma a vaga que pertence ao ministro da Agricultura, Carlos Fávaro (PSD).
“Acabamos de protocolar o pedido de CPMI do Banco Master, esse que é um dos maiores, se não o maior escândalo financeiro existente no Brasil. Um banco falido, que estava sendo negociado por um banco público e que esconde muita coisa aí”, declarou o deputado Coronel Assis.
A CPMI pretende apurar irregularidades atribuídas à instituição financeira, que é investigada pela Polícia Federal e pelo Ministério Público Federal por suspeitas de fraudes bilionárias, gestão fraudulenta, organização criminosa, manipulação de mercado, desvio de recursos e lavagem de dinheiro. Também é atribuída ao Banco Master uma suposta fraude na venda de carteiras de crédito ao Banco de Brasília (BRB), em operação estimada em R$ 12,2 bilhões.
Além das fraudes, a comissão deverá investigar os impactos econômicos do caso e possíveis conexões entre agentes públicos e empresas ligadas às irregularidades.
Após o protocolo, o próximo passo é a leitura do requerimento em sessão conjunta do Congresso Nacional — etapa necessária para a instalação formal da CPMI. O pedido será analisado pelo presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União).
“Vamos exigir que o presidente do Congresso, senador Davi Alcolumbre, coloque em prática essa CPMI. É importante para que nós brasileiros saibamos da verdade e, claro, quem estiver errado, que pague por isso”, afirmou a deputada Coronel Fernanda.
Grupo de trabalho e CPMI do INSS
Paralelamente, o presidente da Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado, Renan Calheiros (MDB-AL), instituiu um grupo de trabalho para acompanhar as investigações relacionadas ao Banco Master. O grupo poderá apresentar requerimentos de convocação de autoridades e investigados, solicitar informações oficiais e elaborar propostas legislativas sobre o tema. O início das atividades está previsto para esta semana.
Já a CPMI do INSS, presidida pelo senador Carlos Viana (Podemos-MG), que investiga fraudes no instituto, aprovou a convocação do banqueiro Daniel Vorcaro, do Banco Master, para prestar depoimento ao colegiado.

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