Foto: Reprodução
O urologista Carlos Evaristo Metello foi alvo de mandado de busca e apreensão da Operação Fio de Aço, deflagrada pela Polícia Civil na terça-feira (4). A investigação apura um possível esquema de direcionamento de contratos e simulação de concorrência entre empresas para a realização de procedimentos médicos pagos com recursos públicos.
Metello possui ampla atuação no setor de saúde em Mato Grosso. Ele é professor de Urologia na UFMT e de Medicina na Unic, mestre em Gestão, responsável pelo setor de Urologia Reconstrutiva do Hospital Universitário Júlio Müller, além de responsável técnico da Urologia no Hospital Estadual Santa Casa e no Hospital Metropolitano. Também é servidor concursado da Secretaria Municipal de Saúde de Cuiabá.
A Polícia Civil não detalhou qual teria sido a participação do médico no suposto esquema.
Ao todo, foram cumpridos 14 mandados de busca e apreensão, tanto nas sedes das empresas investigadas quanto nas residências dos envolvidos. A Justiça autorizou ainda o sequestro de imóveis e veículos e o bloqueio de bens e valores das empresas suspeitas, de seus sócios e de terceiros ligados ao caso.
Os investigados estão proibidos de manter contato entre si e com testemunhas, especialmente servidores da Defensoria Pública, do Ministério Público e do Poder Judiciário. Também não podem deixar a cidade sem autorização judicial.
A operação teve início após uma denúncia encaminhada pelo Judiciário por meio do Centro Judiciário de Solução de Conflitos e Cidadania da Saúde (Cejusc). O órgão identificou divergências e sobrepreço em orçamentos apresentados em processos judiciais que buscavam custeio de procedimentos médicos pelo Estado.
Segundo a Polícia Civil, as investigações indicam que empresas apresentavam orçamentos distintos ao Judiciário, mas eram geridas pelo mesmo grupo, simulando concorrência para justificar valores superfaturados. Com isso, alvarás judiciais teriam sido expedidos ao longo dos anos para pagamento de valores acima do mercado, resultando no desvio de recursos públicos destinados a pacientes do SUS assistidos pela Defensoria.
A reportagem tentou contato com o médico, mas ainda não obteve retorno.
Via: MidiaNews

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