O senador Wellington Fagundes (PL), pré-candidato ao Governo de Mato Grosso, afirmou que o prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), não está apoiando o vice-governador Otaviano Pivetta (Republicanos) na corrida pela sucessão do Palácio Paiaguás em 2026.
Nos últimos meses, Abilio e Pivetta têm participado juntos de eventos e reuniões, o que alimentou especulações sobre um possível alinhamento político entre os dois. Nos bastidores, a aproximação vinha sendo interpretada como um sinal de apoio à pré-candidatura de Pivetta, o que poderia enfraquecer o nome de Wellington dentro do grupo de direita.
Entretanto, segundo o senador, o prefeito foi categórico ao reafirmar seu compromisso com o PL.
“Ele não está apoiando o Otaviano. Na quinta-feira passada, o Abilio foi muito claro: ‘Wellington, vou apoiar o candidato do PL’. Ele disse isso de forma muito clara”, afirmou o senador em entrevista à Rádio Cultura.
Convite a Pivetta
Questionado sobre o convite feito por Abilio para que Pivetta se filie ao PL, Wellington preferiu não polemizar. Segundo ele, a chegada de novos nomes à sigla é natural, mas a definição de candidaturas só ocorrerá no momento certo.
“Se ele convidar, todos têm direito de convidar. Se qualquer pessoa vier para o PL e quiser se colocar como candidato, é natural. Mas o nome será definido lá na frente. Quem for o melhor será o candidato”, explicou.
Wellington ainda destacou que vem trabalhando há anos dentro do partido, consolidando sua base política e acumulando experiência.
“Estou construindo um trabalho há muito tempo, adquirindo experiência, me preparando para governar o Estado”, disse.
Apelo popular
O senador também afirmou que tem sentido um forte apoio popular durante suas viagens pelo interior do Estado. Segundo ele, o reconhecimento do eleitorado tem mais peso do que as pesquisas de intenção de voto.
“Todas as cidades que você for em Mato Grosso hoje têm a presença do meu trabalho. As pessoas me pedem para ser candidato. Estou amadurecido, construindo minha campanha, visitando, conversando, trabalhando, mostrando que quero ser governador — e um governador melhor que o Mauro [Mendes]”, declarou.

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