Prefeito criticou atos no Contorno Leste e afirmou que seguirá o “modelo do Governo Federal” no tratamento aos protestos
Foto: Victor Ostetti/MidiaNews
O prefeito de Cuiabá, Abilio Brunini (PL), afirmou que não pretende dialogar com manifestantes que promovam atos de vandalismo, como queima de pneus e bloqueio de vias públicas. A declaração foi feita em um vídeo publicado nas redes sociais, nesta semana, após novos protestos no Contorno Leste.
“Aqui em Cuiabá, queimou pneu e fechou via, é a mesma regra, o mesmo modelo. Não vamos conversar com quem faz manifestação queimando pneu e fechando via”, afirmou o prefeito.
Os manifestantes protestavam para cobrar a regularização fundiária da área. Segundo Abilio, os atos resultaram em danos ao asfalto e bloqueios de trânsito, o que ele classificou como “inaceitável”.
Comparação com o tratamento aos atos de 8 de janeiro
No vídeo, o prefeito disse que seguirá o mesmo modelo de resposta utilizado pelo Governo Federal durante os atos de 8 de janeiro de 2026, quando manifestantes invadiram prédios públicos em Brasília.
“Eles foram tratados assim também. A Polícia Federal, a Justiça Federal, o Supremo Tribunal Federal ordenaram a desobstrução e não houve diálogo. Nós também vamos seguir o mesmo modelo do Governo Federal”, disse.
Sem diálogo com vândalos
Abilio destacou que mantém abertura ao diálogo com movimentos sociais e moradores que protestam de forma pacífica, mas rechaçou qualquer tipo de vandalismo.
“Eu sempre estou acessível. Todas as manifestações que ocorreram em frente à Prefeitura, eu desci e fui conversar. Agora, não vai ser queimando pneu, fechando vias públicas, que vai conseguir minha atenção. Muito pelo contrário, vai ter o meu distanciamento”, afirmou.
O prefeito também avisou que pessoas flagradas danificando vias públicas não serão contempladas com novos lotes habitacionais que serão disponibilizados pela Prefeitura.
Decisão do STF
Nesta semana, o ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), suspendeu a desocupação da área do Contorno Leste, em Cuiabá. A decisão atendeu a um pedido do morador José Leonardo Vargas Galvis, que recorreu contra a reintegração de posse.

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